A jantarada

Decidiu-se, num certo dia,
Comer, o burro, contraplacado.
Só farpas de burro se via
Por tudo quanto era lado.
 
O boi que mal esperava
Por devorar dinamite
Sempre que este se peidava
Atingia os cento e vinte.
 
O cão que era destemido,
Por aquilo que se diz,
Comia urânio empobrecido
E tirava raios X.
 
A comer barro a galinha
Com tanta gula de esgana
Cagava jarras em linha
Da mais fina porcelana.
 
O porco que era chorudo
E se fazia de amável
Comia cós de veludo
Para um cagar confortável.
 
A burra e a vaca bebiam
Copos com águas de rosas.
Assim sempre expeliam
Umas bufas bem cheirosas.
 
Por agora me despeço
Depois desta jantarada.
É só gente de dar apreço
No reino da bicharada.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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