Oxidação entrópica

É culpa da entropia
A fatalidade de morrer.
Esta aumenta noite e dia
Porque assim tem de ser.
Ai o oxigénio que não perdoa
Sem sentimento
A idade avança oxidante
Oxidando à toa.
Qual descontentamento
Acaba por acontecer,
A respirar, envelhecer
Por oxidação celular,
E viver sempre a respirar.
Com os neurónios ferrugentos
E sem qualquer emenda
Ficam os velhos rabugentos,
Combalidos até ao fim.
É a entropia que aumenta
Mas tem mesmo de ser assim.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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