Suicídio

Desliza pela face em pranto
Uma lágrima cristalina
A tecer esbelto manto.
Traz no peito imensa dor
E na mão uma flor.
Como a chuva, cristalina,
Escorre pelo semblante
Uma lágrima pura e fina
Do mais vivo diamante.
Traz na mão uma flor
Para dar ao seu amor.
Uma lágrima fina e pura
A lembrar tanta amargura.
Queda-se ali e ali vem
Dia a dia, mais ninguém.
Só, se esvai em pleno choro.
Traz na mão uma flor.
Desejava jazer morto
Como jaz o seu amor
Desde o dia aziago.
Traz um punhal afiado
E na mão uma flor
Para dar ao seu amor.
Ali expira ao seu lado,
No peito, o punhal afiado
E na mão uma flor
Bem ao pé do seu amor.
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Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição. Actualmente, exerço a função de Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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