Estrada da vida

Caminho por esta estrada
Solitária. Só as pedras
Me acompanham os pesados passos
Num desdouro de nada.
O que lá vem, ora são quimeras
Ora erros crassos,
Mais nada de interessante.
Quem por mim passa, ri.
Ri como um infante
Tão contente de si.
Não sabem que choro por dentro
Mas mesmo assim ririam,
É o comburente do seu alento.
As pedras caladas
Dizem-me o que quero ouvir,
O estar calado.
Se andassem, não me pisariam,
Desvairadas
Caminhariam ao meu lado.
Só eu as piso e não queria,
Não o posso evitar.
Mas não as calcaria,
Sentar-me-ia a conversar,
A meditar em nada,
A desdizer o que ficaria.
Tenho de continuar.
As árvores abraçam esta estrada
Com flores e frutos ao fim.
Além a felicidade
Espera por mim,
É verdade.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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