Ó Portugal

Ó Portugal, tu que tanto choras
O há muito que quem não te faz, o povo
Valeroso de outras épocas, outras horas.
Ó Portugal, parar, não te faz mais novo.
 
Vira-te para diante que o passado era,
Foi aquilo que não volta a ser, a quimera
Do que foi esquecido ou já nem é lembrado.
Canta um alegre destino, não um triste fado.
 
Abre os braços da beleza à primazia
Do teu valor infindo, aconchegando
No teu regaço, o cristal do bom auguro.
 
Ouve o silente brado desta gente, aqui
Clamando por um majestoso futuro,
Por alguém que te governe, a pensar em ti.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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