Depressão e Ansiedade, 100 perguntas mais frequentes

Hoje, dia 28 de Agosto de 2008, quando vinha fazer uma visita ao meu Space, deparei-me com uma daquelas revistas médicas que me dão, as quais, apesar de não me despertarem qualquer interesse (medicina não é seguramente uma área do meu agrado), também não as descarto. É uma revista que responde a uma série de cem questões sobre um dos grandes males do mundo actual.
Algum pessoal crê que não existem coincidências e que as coisas não acontecem por acaso. Assim, esta revista não aparecera aqui por acaso e concluí que seria para publicar o conjunto de perguntas neste espaço.
Escrevo aqui algumas das perguntas e respectivas respostas da versão portuguesa da Euromédice dum texto em revista da autoria do prof. Enrique Baca Baldomero, Universidade Autónoma de Madrid com título em epígrafe.

O que é a ansiedade?
A ansiedade é uma situação que todos os seres humanos experimentam com frequência, pelo menos de uma forma fugaz e com uma intensidade média. Este facto permite-nos reconhecer a ansiedade no próximo, na medida em que é algo que que nos podemos identificar facilmente. Na perspectiva, a ansiedade faz parte das experiências da vida, tal como a dor, a tristeza ou a alegria.
A ansiedade é um sintoma que também tem sido descrito em muitas doenças (psiquiátricas e não psiquiátricas) desde a antiguidade clássica até aos nossos dias.

A ansiedade é sempre patológica?
Não. A ansiedade só é patológica quando constitui um sintoma suficientemente intenso e persistente, fazendo parte de uma síndrome complexa ou quando pela sua intensidade ou duração se converte em si mesma um problema da saúde. Neste caso estaríamos perante um quadro classificado como «perturbação de ansiedade».

A ansiedade e a angústia são sintomas diferentes?
Actualmente não se consegue distinguir ansiedade de angústia. Na psicopatologia clássica a distinção apontava para denominar ansiedade as vivências que cada pessoa sentia como «psicológicas» e reservar o termo angústia para os casos em que os sintomas ansiosos se expressavam mais intensamente ligados a sensações corporais. Assim, a vivência de um intenso desassossego, com sensação de medo «se se saber de quê», podia descrever-se como ansiedade, enquanto que os sintomas de opressão pré-cordial, sensação de «borboletas no estômago» ou sensação de dispneia, podiam classificar-se como sintomas de angústia.
O facto do idioma inglês não fazer distinção entre estes dois termos tem sido uma das causas para que as classificações internacionais empreguem indistintamente anxiety para designar ansiedade e angústia. A introdução do termo panic (terror, pânico) fez realçar aquilo que, em castelhano, se denomina de componentes de angústia em determinados quadros (por exemplo panic attacks, que deveriam ser traduzidos correctamente como crises de angúsita).

O que é a depressão?
A depressão é um quadro clínico bem descrito desde a antiguidade clássica, e que é constituído por uma série de sintomas, entre os quais se destacam a apatia, a perda da esperança, a inibição, a tristeza e a angústia. A este núcleo acrescem muitos outros sintomas, menos específicos, que incluem uma vasta gama de alterações de sono, apetite, desejo sexual, actividade motora, funções fisiológicas, etc.

Que relação têm a «tristeza normal» e a «ansiedade normal»?
Diz-se que a ansiedade é uma reacção de alerta perante um possível perigo ou ameaça, a tristeza é uma reacção perante a perda de algo importante para a pessoa. Neste sentido, teríamos que entender a ansiedade como a vivência da fase em que a pessoa tem de lutar para conseguir ou evitar alguma coisa e a tristeza como a vivência da fase em que a pessoa foi vencida e perdeu o que pretendia ou possuía. Por isso, sobretudo no terreno das reacções ou perturbações de adaptação, descreve-se que os sintomas da ansiedade precedem, muitas vezes, os sintomas de perfil depressivo.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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