Já esteve em paz

Dia após dia, na varanda
Da sala, sentado,
Um rapaz novo, não anda
Pensa, o eremita enamorado.
Lembra um amor esquecido
Pelos olhos do lânguido olhar
Assaz triste, ora ferido,
Ora frio de gelar
Enquanto crepita lá dentro
O fogo da lareira.
Quão grande será seu sofrimento?
Sempre que passo, na cadeira
Repousa e lá está meditabundo
Mergulhado num pesar profundo.
Qual será a sua razão de existir,
Aquilo que o move e o faz ser,
O seu alento de viver?
Viver? Não sei se vive
Ou se há muito morreu!
Foi o amor que o esqueceu,
Um amor outrora audaz.
Esse amor que nunca tive.
Mas… Já esteve em paz,
Eu nunca estive.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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