Ódio

Podes crer que não te minto
Sobre a dor que se me medra.
O ódio que por ti sinto
Empedernia a dura pedra.
Tal raiva me ferve a fúria
Em nervos de pele rasgada
E unha nela enterrada
Na carne ferida de angústia.
Do teu nome me consumi,
Palavra ruim de execrar.
Podes estar certa que de ti
Não suporto ouvir falar.
Odiar é triste, não é caminho
Em vil tristeza definho.
É preciso coragem para amar,
Ainda mais para perdoar.
Sinto-me perdido e sozinho.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Ódio

  1. Cristina diz:

    Bom dim de semana, amigo. Bem, o amor tb pode conter um pouco de ódio, a lei da polaridade diz que é a mesma coisa… cada coisa tem seu polo. asim, odiar nao será antónimo de amar… mas sim, amor ferido. os sentimentos humanos sao muito estranhos e intensos. mas antes assim, que ficar o dia todo  a olhar para uma parede ou a fazer tricot… risos. um abraço da cris.

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