Névoa

Eis que se lança de mansinho o véu
Esvoaçado ao vento sobre a cabeça,
Branco como as núvens brancas do céu,
Algodão e farinha que à neve pareça.
 
As montanhas elevam-se nele enroscadas
Tocando o esplendor, a derradeira liberdade.
Por cima a luz, por baixo brumas enubladas
Encobrindo os ternos segredos da idade.
 
Nada se enxerga para além dum palmo
De vista. Só quem sobe alto ao fim do monte
Pode sentir a aura num inspirar calmo.
 
Quem, no sopé, desfalece cansado, olvida.
Só lhe sacia a pura límpida água da fonte,
Um ténue raio de luz, um fio de vida.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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