Ingrata

Ó Madalena, Madalena
Que me agrides, que me feres,
Que de mim queres,
O que queres tu de mim?
Madalena pequena,
Madalena morena,
Que te faz assim?
Madalena do corpo esguio
Sorriso bravio,
Espinho delgado,
Uma rosa florida
No meio do prado
Ao vento esquecida,
Qual é teu sentido?
Onde está o teu norte,
Virado ao sul, perdido
Erguido a mim teu forte
Grito de guerra gutural?
Que te fiz? Que é de mim teu mal?
Madalena, não vês?
Não só a mim alanceias
Com faca de dois gumes,
Lanças, verrumes
Denuda, sem arnês,
Sem torre, nem ameias.
Assim te matas, assim morres
Desse aço te consomes,
Esse ferro que nos mata,
Forjado em terras meieiras.
Ó Madalena és ingrata!

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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