Guerras

Troam pelos ares, arrebatadas,
As guerras que não cessam jamais.
O medo, a cólera, vidas devastadas
Esvaem-se em sangue, em vozes guturais.
 
Já vai na quinta, multiplica-se infanda.
A quarta e a terceira, vénia ao império,
A segunda, a primeira, a raça em demanda
E terra a vestir a Europa de fogo e ferro.
 
Monstros isquiadelfos ponderam o certo
No cimo do monte onde cada trovão canta
E se ouvem longínquos gemidos de perto.
 
Agora almeja-se, de novo, uma nova ordem,
A derradeira igualdade que se alevanta
A justiça ao mutante, à máquina, ao homem.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s