O vaquedo

Um dia passei no prado
De manha. Era bem cedo.
Quão imenso era o vaquedo.

Mui cedo, um certo dia,
Caminhava eu pelo prado,
Desperto e bem animado.
Perdendo a vista se via
Farto pasto em demasia
E um vaquedo asseado.

Eram vacas às bolinhas,
Com pintas e estrelinhas,
Gordas, medias e magrinhas
A pastar um pasto grado,
Comendo as ervas daninhas
Que crescem por todo o lado.

Perguntei, sem qualquer medo
Àquele todo vaquedo:
Que pasceis com convicção?
Comemos ervas verdinhas
Sem ossos e sem espinhas,
Sem fressura ou coração.

Grandes vacas, pois então,
Um vaquedo de espantar,
Vacas boas a pastar.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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