Olhei-lhe

Olhei-lhe no olhar
Verde como as ondas do mar
Azul como o céu claro
Nas noites de verão ao luar
Da primavera, fragrância do amanhecer,
Sabor a mosto do outono raro
Num inverno por acontecer.
Ao início era nada, ao fim tudo,
Chuva grada, grão miúdo
A assoalhar ao sol elevado,
Desanuvio, desassombro que senti,
Nesta rima em que me vi.
Foi sonho que tive, acordado,
Doce vida, contentamento,
Fogo que se me fez coragem
De seguir em frente, fazer viagem.
Foi-se! Mas fui livre, por um momento.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Olhei-lhe

  1. Júlia diz:

    Gostei, Sérgio. É bom sonhar acordado e, às vezes, depois desse sonho, ficamos mais libertos para seguir com a nossa vida para a frente. Entendo o que queres dizer.Abraço

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