Bonacheirão

Sorriso alegre em saudação
Lá vem o bonacheirão,
Passo elegante,
Cabelo brilhante,
Cumprimentando e dando esmola.
Uma mão na cartola
Acena a quem vai
Outra na algibeira
Dedos presos à cigarreira
De onde uma cigarro cai.
Fato preto perfumado,
Casaco bem engomado
E de seda um lenço branco
Saindo do bolso, leve espanto
Enquanto segue caminho.
A apertar um giro laço
Negro o claro colarinho,
Faz os encantos do povo
E, apesar de vivaço,
Já não é um homem novo.
Ele é o bonacheirão
Uma pessoa de arromba
Com maço de notas na mão
Que vintém à gente dá.
É benemérito o d’harém
A dar aquilo que tem,
Por ter aquilo que rouba.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Bonacheirão

  1. Júlia diz:

    Óptimo este poema… E quantos bonacheirões há por aí…Tens um belo espírito de observação, Sérgio.Abraço

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