Gente, consciência

Gente que anda indiferente
Gente que passeia somente,
Gente feliz que se sente
Gente que se ri de contente,
Que partilha com outra gente
Fazendo delícias da gente
E gente a chorar tristemente;
Gente sozinha e não só,
Gente escutando outra gente,
Gente gentil e clemente,
Outra gente vil e sem dó;
É gente que transia a avenida,
Que enche a rua de vida,
Duma consciência inconsciente.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Gente, consciência

  1. Júlia diz:

    Enquanto há gente que sente na pele as agruras da vida, há outra que vive feliz e contente, no seu mundinho muito pobre espiritualmente. Gostei muito.Abraço

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