Solitário

Um barco preso à amarra num cais distante
Dum mundo cinzento d’agua tranquila e vaga
Com cheiro a moliço e sal duma vida errante
Balouça-se na ondulação tão ténue e rara.

Um viandante passeando uma terra desconhecida
Fustigado pelo sol de dia e à noite o escuro
Cerra em si segredos d’ontem, história olvida
Talhada em conchas de basalto tão frio e duro.

A nostálgica chaminé arruinada ao fim do prado
À sombra silvestre de espinhos e vão silêncio
Escuta lamúrias do vento que esvoaça irado.

Torna a si cada pensamento que não entende.
O solitário caminha a olhar o barco e a ruína
Sem conhecer um amor, um amigo, um confidente.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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