Acordo

Escuto a calma brisa suave de outono.
Oiço sussurros da erva fria na manhã
Caindo-me o fresco orvalho a meio sono
Na fronte fragrância a laranja e romã.
Escuto porque o dia raia.
Oiço o chilrear dos pardais ladinos
Na árvore que ao fundo baila
Uma dança eloquente de paladinos.
Escuto porque o dia vem.
Oiço o deslizar da madrugada
Lentamente muito além
Seguindo a poente a noite passada.
Comigo fica uma raio de sol
Espreitando a translúcida janela
Corando em várias cores o lençol
Que me cobre em cambraia ou flanela.
Acordo com a alegria de um petiz
Como uma rosa a desabrochar no jardim,
Jardim meu, floral onde sou feliz
Com o pensamento a deleitar-se em mim.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Acordo

  1. Júlia diz:

    Gostei muito, Sérgio, um suave poema que traz, também, alegria a quem o lê.Um abraço

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