Injustiça

Monstruosidade imane da sorte inane
Ó vil desgraça,
Ferida que não sara, dor que não passa
Ó fraca morte que mataste o amor
Grito do escuro, das trevas clamor,
Ódio ardente que medra e grassa
Aço pungente que esmaga e amassa
Mão do mal que mois a vida.
Ah! Puderas tu seres esquecida
Puderas tu andares perdida,
Algures esquecida, algures penada.
Ó melancolia entristada,
Dureza da iniquidade
Que cega os olhos ao justo,
Aos homens de boa vontade,
Encarceras a liberdade.
Ó injustiça da justiça de um mundo injusto!

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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