Mar incerto

Navego nas estranhas águas calmas
Do mar da incerteza. Será que vou?
Será que venho? Será que me banho em palmas
Com flores daquilo que não sou?

Navego nas estranhas águas quietas
Do mar da vida. Não sei! Indeciso,
Não vejo o rumo. As palavras certas
Nem as tenho quando as preciso.

Navego nas estranhas águas foscas
Da rua. Ferem a paisagem casas toscas
E moínhos que nada moem senão pedaços.

E os traços? Não enxergo os traços
Do sentimento. Oiço apenas a harmonia
Ao longe que me esperança e inebria.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

3 respostas a Mar incerto

  1. Sofia Inácio diz:

    Agradeço a Deus ter contado consigo em 2009.Espero continuar a ter esse privilégio em 2010. Até sempre. Sofia+

  2. Júlia diz:

    Sérgio, mais um belo poema. Navegas no mar da incerteza, no mar da vida, nas águas foscas da rua mas, de certeza, vais chegar a bom porto. E tu bem o mereces.Grande abraço

  3. Tita diz:

    Olá!O mar… sempre o mar…Lindo texto. Imensamente poético.QUE PRAZER EM SENTI-LO…BJS..BJS…

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