Poemas de escola

Nos testes de português era frequente o recurso a redacções sobre um determinado tema, porventura com o intuito de avaliar a capacidade de escrita. Lembro-me que num dos testes o tema era livre e a professora deu liberdade de escolher o estilo. Eram permitidas tanto a prosa como a poesia, ficando ao critério do aluno. No dia da entrega dos testes, a professora tomou a liberdade de ler algumas das pérolas poéticas que ali surgiram. Ainda me lembro de três quadras que achei extremamente engraçadas:

O raio do cão,
O cão fumador,
Caiu no alçapão
O cão predador.

A minha caneta
Deita tinta preta
Mas não escreveu
Porque morreu.

Às vezes vou para a escola de camioneta
Outras vezes, de bicicleta,
Furei um pneu…
‘Inda bem que era meu!

Queixou-se a professora no final: "Nunca mais vos deixo fazer poemas!"

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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