O porco do pardieiro

Corria nú pelo pinhal
O porco do pardieiro
Fugia doutro animal
Sempre à volta dum pinheiro.

Dava grunhos de aflição
O porco que ia nú
Levando sovas no lombo
E mordidelas no cú.

Oinc! Oinc! Oinc! Lá ia o porco
A bulir, parecia um doido.
Dava corda ao presunto
P’ra poder salvar o coiro.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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