Palavras de outrora

Palavras que disse e já não digo
Em harmonia, numa bela entoação,
Palavras levando ao colo consigo
Alegrias e tristezas do meu coração.
 
Palavras, levando em si a palavra amor,
Levou-as o vento, a uma galáxia distante,
A um ínfimo grão de areia, a uma flor
Só, em solo árido, num deserto quente.
 
Palavras, levando dores da minha dor
E a esperança no meu peito erguida,
Entoando canções de uma paixão olvida,
 
São palavras ocas em ecos de outrora
Provindas de lugares que não são de agora
Onde me sento e aguardo o fim da vida.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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5 respostas a Palavras de outrora

  1. Céu diz:

    "Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."Cecília Meireles……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)Toda la primavera canta en mi corazón.Rafael Lasso de la Vega……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)Dolce notte per te avvolta da un soffio di petali primaverili! ……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)[Spring is] when life’s alive in everything. Christina Rossetti……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)"Le printemps s’annonce toujours rempli de promesses, sans jamais nous mentir, sans jamais défaillir."Michel Boutho……………………………(¯`°v°´¯)……………………………..(_.^._)Maravilhosa semanaBeijinhos da CéuPara ti:http://i840.photobucket.com/albums/zz321/meuteutempo/cant3.jpg

  2. Júlia diz:

    Este teu poema, embora lindo, também não é lá muito alegre.Beijo

  3. Cláudia diz:

    Muito lindo, mas triste, és muito jovem pr sentar e aguardar o fim da vida. Excelente resto de fim-de-semana.Beijinho

  4. Sérgio diz:

    Agradeço os comentários. Contudo, considero pertinente fazer um sobre este texto. Dá a sensação de que demonstra um certo "gosto" pela morte na linha da segunda geração do romantismo. Alguns dos exemplos encontram-se em Bocage (Ó retrato da Morte! Ó Noite amiga…) ou Antero de Quental (Mors – Amor). Não é esse o caso, confesso. A ideia é muito simples e reflecte apenas um pensamento sobre uma questão: quando estivermos às "portas da morte" e fizermos um retrospectiva da vida, quais as coisas que fizemos achamos que continuarão com sentido depois da nossa "passagem para o outro lado"? As lembranças, essas, certamente passarão a ser ecos vazios, pois é aí que acabam.

  5. Júlia diz:

    Gostei da tua explicação e, cá para mim, as lembranças acompanhar-nos-ão nessa passagem para o outro lado. Penso que será mesmo só isso que nos acompanhará, lembranças boas e más. Fazem parte do nosso aprendizado nesta vida.Abraço, Sérgio.

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