Gravitação clássica

Actualmente considera-se que a gravitação é uma das quatro interacções fundamentais da natureza, para além das forças electromagnética, nuclear forte e nuclear fraca. É esta interacção a responsável pela atracção exercida entre corpos massivos. Devido à sua fraca intensidade, não é observada nos objectos do dia-a-dia com a excepção dos respectivos pesos. De facto, o peso de um objecto é devido à interacção gravítica entre o planeta Terra e esse objecto.
Galileu foi impulsionador da mecânica na era renascentista, elaborando uma certa teoria da relatividade. No seguimento, Descartes assume que o movimento natural de um corpo é rectilíneo e assim permanecerá caso não lhe seja aplicada qualquer acção. O físico Huygens, que desenvolveu os relógios de pèndulo, estuda os pêndulos e descobre a força centrífuga, a qual pode ser combinada a um "peso" dos planetas no sistema solar para descrever o seu movimento. Foi Borelli quem realizou a empreitada. Contudo, este não encontra semelhanças com o movimento dos corpos à superfície da Terra.
O astrónomo Keppler, seguindo as linhas de Galileu estabelece de modo emírico as leis afins aos movimentos dos planetas em torno do sistema solar, aventado, num comentário sobre o planeta Marte, a existência de um poder atractivo e expondo a hipótese de que as marés se deviam à atracção da lua, como o fizera o padre Fernando Oliveira no século anterior. Faltou a Keppler o aparato desenvolvido por Huygens para chegar à ideia da atracção universal.
Foi Hooke quem propôs a existência de uma lei de atracção gravítica entre todos os corpos celestes, estando muito próximo da sua formulação matemática, a qual foi finalmente firmada por Newton. Apesar de inicialmente se corresponderem, estes dois matemáticos acabaram em inimizade, pensando-se actualmente que a frase dos ombros de gigantes consistiu numa crítica sarcástica de Newton sobre a baixa estatura de Hooke.
Numa disputa entre Clairaut e D’Alembert (responsável pelo princípio geral da dinâmica dos corpos ligados) é cunhada a designação de "problema dos três corpos" afim à determinação da órbita de três corpos sujeitos à atracção gravítica. Trata-se de um problema de difícil solução.
No texto Problemas em gravitação clássica apresento, resumidamente e de uma forma simples, as ideias mais elementares associadas aos problemas dos dois e dos três corpos.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
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