Sonho

Sonho.
Tudo o que almejo é-lhe medida.
Corro por orlas infindas
À procura de mim,
Perdido entre flores tão lindas
De um pequeno jardim.
Na bruma, perdida, segue vida
Sem se despedir.
Tiro-lhe o chapéu e sorrio
Um sorriso acanhado.
As rugas do franzir da testa
São meu ar cansado.
Deixo-a ruir.
Só o sonho é meu refúgio,
Se ela me é adversa
Como fortes correntes dum rio
Onde me abafo e afogo
Num ramalhete de injúrias.
Sonho
E me encontro num toque de estranheza
Com o alheio que virá advir.
Sonho e me desperta a leveza
Quando me deito
E deleito
A dormir.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Sonho

  1. Júlia diz:

    Mais um belo poema, Sérgio. O sonho comanda a vida, disse o poeta, e é bem verdade… e os sonhos, a dormir, quando são sonhos e não pesadelos fazem com que acordemos leves e felizes .Um abraço e continua a dar-nos a honra de lermos os teus poemas.Júlia

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