Desalento

Não há modo ou matéria em meu ser,
Um jeito efémero sequer,
Sequer um sentimento frágil
A ataviar os dias de lamento.
Com um gesto ágil
Aceno ao amor que vai contente,
Zarpando indiferente
À revelia do pensamento.
Não me acena de volta,
Não entende o meu acto de coragem.
Voa como um cavalo selvagem
A correr à solta
Pelos quelhos fuscos do sonho.
Viverá em algum lugar medonho
Falto de qualquer encanto?
Será o meu caminho escuro,
Tão escabroso e duro
Ou não terei direito a tanto?
Somente brilha como réstia da lua
Uma ténue esperança já seca e crua.

Sobre Sérgio O. Marques

Licenciado em Física/Matemática Aplicada (Astronomia) pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Mestre em Matemática Aplicada pela mesma instituição, desenvolvo trabalho no PTC (Porto Technical Centre) - Yazaki como Administrador de bases-de-dados. Dentro o meu leque de interesses encontram-se todos os temas afins às disciplinas de Matemática, Física e Astronomia. Porém, como entusiasta, interesso-me por temas relacionados com electrónica, poesia, música e fotografia.
Esta entrada foi publicada em Poemas. ligação permanente.

Uma resposta a Desalento

  1. Júlia diz:

    Olá Sérgio. Estive uma semana de férias no Algarve e, agora, já por aqui estou. Vim visitar o teu blogue e vejo que tens andado com muita inspiração. Estás bem? Já tiveste férias?Um abraço amigoJúlia

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